Arapiuns: O Rio de dois nomes

Arapiuns: O Rio de dois nomes

por Suporte

13/07/2016



Gigante de águas cristalinas e azuladas, o Rio Arapiuns encanta logo ao primeiro contato. Difícil é navegar por ele sem querer desembarcar em suas ermas praias de alvas areias, vistas principalmente a partir do mês de junho, período da vazante na região.

Bucólico, o Arapiuns esconde segredos como às selvagens corredeiras de Aruã e Anuã situadas no perímetro final da parte navegável. Nesse ponto as calmas águas tornam-se intensas e vigorosas, revelando toda a magnitude do rio num belo espetáculo. Formam paralelamente outro reduto natural, a cachoeira do Aruã. É a partir daí também que o Arapiuns passa a ser o rio de dois nomes, ganha o mesmo título da queda-d’água.

Mais do que um atrativo turístico, o rio é via de acesso para várias comunidades agroextrativistas. Sendo o Arapiuns pobre em pescado, os comunitários aprenderam a tirar da floresta artifícios para a fabricação de cestaria e artesanatos. A matéria-prima vem de cipós e palhas, como a do tucumã que nas mãos das mulheres caboclas viram cestos de tamanhos e cores diferentes.

Em algumas localidades é possível fazer trekking. Realizado entre castanheiras, seringueiras, bandos de araras e macacos, borboletas e preguiças o passeio na mata é uma aula sobre a Amazônia, ministrada por quem melhor entende dela, os próprios comunitários. As trilhas na floresta também escondem surpresas, lagos e igarapés de águas límpidas e geladas, bastante atraentes para um banho refrescante. Vale a pena conhecer o Arapiuns.

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