06/12/2010 00:00:00
De barco ou carro a viagem a Floresta Nacional do Tapajós (FLONA) sempre impressiona. Do rio é possível avistar praias de águas claras e areias brancas. Da terra árvores frondosas e gigantescas, igarapés, igapós e comunidades peculiarmente caboclas que fazem da natureza sua base de subsistência. Localizada nos limites dos municípios de Belterra, Aveiro, Ruropólis e Placas no Oeste do Pará a área com mais de 600.000 hectares é uma ótima opção de roteiro para os adeptos do ecoturismo. Além de reunir centenas de espécies a unidade de conservação possuí atrativos únicos que não estão limitados somente a conhecer espécies vegetais e animais amazônicos.
Mais do que uma aventura, o passeio a Flona é uma experiência única. A caminhada pela floresta é feita entre seringueiras, sumaúmas, castanheiras, ipês e jacarandás, extensos a perder de vista. A diversidade de bichos também é grande. São aranhas, borboletas, macacos, tucanos, gaviões, uirapurus, tamanduás-bandeira, cachorros-do-mato entre tantos outros. As águas do Tapajós que fazem limite com a floresta também são berçário aquático de pirarucus, tambaquis, tucunarés, tracajás e jacarés.
O turista que gosta de artesanato vai apreciar os trabalhos desenvolvidos na comunidade de Maguari (em Belterra). São bolsas, animais, bolas e acessórios produzidos em látex (leite da seringueira), palha e sementes. Uma dica para quem vai ao lugar é aproveitar a visita e dá uma esticadinha até a Ponta do Maguari a poucos metros da localidade. Com um cenário exótico o ambiente é tranqüilo e encantador, ótimo para tomar banho e descansar.
Na área da Flona também existem dezenas de praias, lagos e igarapés de águas límpidas e geladas, bem convenientes para quem não está acostumado com o clima quente da região. Em Jamaraquá, o visitante pode emendar da trilha no meio do mato para um passeio fluvial de canoa por um igapó repleto de vitórias-régias.Próximo dali uma extensa faixa de areia branca desponta como um ambiente ideal para uma piracaia, reunião a beira do rio com música regional, fogueira e peixe fresco.
Na reserva o modo de vida ainda é bastante caboclo. As populações locais vivem da pesca, agricultura e das atividades agroextrativistas como a extração dos óleos de andiroba e copaíba utilizados na produção de cosméticos. Os modos culturais tão pouco foram modificados e o misticismo ainda é muito presente, relatado nas diversas histórias contadas pelos moradores.
O acesso a Flona é feito a partir de Santarém. De carro a viagem leva pouco mais de duas horas. De barco pouco mais de cinco. Para entrar na área é preciso solicitar autorização do Ibama responsável pelo tráfego dentro da reserva. O preço é de R$ 3,00 por pessoa/dia. O outro valor, R$ 6,00 corresponde a taxa de visitação comunitária. Por se tratar de área de floresta o turista deve providenciar a vacinação contra febre amarela, hepatite e tétano, além de repelente contra a picada de insetos.
A unidade de conservação não dispõem da infra-estrutura de hotéis e pousadas. A hospedagem é realizada em residências da comunidade, por isso é essencial levar rede. Para quem vai de barco uma outra alternativa além das redes, são os camarotes. Referente a alimentação a base é farinha de mandioca, peixes e frutas, por isso a recomendação é que o visitante leve produtos alimentícios a seu critério ou avise antecipadamente a família ou agência de turismo sobre seus gostos.
Flona - Alter do Chão - Rio Arapiuns - Canal do Jari - Lago do Maicá (7 dias e 6 noites)
Flona - Alter do Chão - Rio Arapiuns - Canal do Jari - Lago do Maicá (6 dias e 5 noites)
Flona - Alter do Chão - Rio Arapiuns - Canal do Jari - (5 dias e 4 noites)
Floresta Nacional do Tapajós - Trekking
Dannie Oliveira
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